Dicas
Dizer que a África do Sul está na moda para roteiro de férias, não é novidade. Mas os ingredientes para a receita de sucesso no turismo, não estão na moda, porque moda é a definição de algo que está em evidencia, mas que também é passageiro. A beleza natural, os animais selvagens, a gastronomia, a história, a cultura e a pluralidade artística, além do fascínio que o país desperta, não tem nada de passageiro, são ingredientes únicos, edificados pelo seu povo que recebe o turista de braços abertos para mostrar o que a mãe África tem de melhor.
Com características próprias, seus hotéis se diferenciam das inúmeras cadeias do setor hoteleiro espalhados pelo mundo. Hotéis como o Saxon em Johannesburg, The Twelve Apostles em Cape Town ou Singita na área do Kruger Park, estão no topo das listas das pesquisas que avaliam, desde a prestação de serviços até o glamour do ambiente. E não é só isso: jantares sofisticados em plena savana, jets particulares, safáris de balão regados a champagne, vinhos sul-africanos da melhor qualidade, são apenas uma parte do que você vai encontrar por lá. E não pense que esse roteiro de férias só pode ser feito por quem tem muita grana.
A variedade de hospedagens que você vai encontrar é tamanha que, com certeza, você vai achar uma que cabe no seu bolso. De inesquciveis hoteis cinco estrelas a opções baratinha como as ‘bed and breakfasts’ (cama e café-da-manhã); o lugar oferece opções de hospedagens para todo o tipo de publico: de magnatas a mochileiros. Para se ter uma idéia, existem mais de 800 lodges (alojamentos) de safári, dos mais luxuosos aos mais acessíveis. Isso significa que não precisa ser rico para fazer um belo turismo no país.
Entre os destinos mais procurados pelo turista na África do Sul estão lugares como o Kruger Park (Parque Nacional ao Nordeste do país, onde se encontra a maioria dos lodges de safári), a Cidade do Cabo e suas regiões vinícolas, a Rota Jardim (estrada cênica e litorânea entre as cidades de Port Elizabeth e Cape Town), Sun City (complexo turístico onde se encontra o famoso seis estrelas The Palace) e a cidade de Johannesburg (portão de entrada do país e principal centro urbano da África do Sul).
SAFARIS E A VIDA NA SELVA
Os safáris são o produto número um do país. Vivenciar um safári é uma experiência que fica pra sempre. Os lodges (alojamentos) são totalmente integrados as paisagens savanas. Afastados dos centros urbanos, com característica própria, geralmente com muito vidro e madeira, se transformam em atrativos para se compartilhar. Em total harmonia com a natureza os lodges proporcionam ao turista a utilização de todos os seus sentidos para entrar no clima da terra. Seja pelo visual, pelo som da natureza, pelo aroma do quarto, ou pelo paladar.
Tomar um banho de banheira, à luz de velas, com vista para a savana e, com sorte, avistar uma girafa passeando no horizonte; sair ou voltar para o quarto escoltado por um funcionário do hotel que carrega um rifle para protegê-lo de qualquer eventualidade; acordar antes do nascer do sol e sair para o safári matutino; jantar ao ar livre – o que se chama de Boma –, em volta de uma fogueira e provar a grande variedade de carne de caça da África, tudo sempre regado a um bom vinho típico do país. O dia-a-dia dos lodges já é um atrativo à parte.
Outro ponto alto dos safáris é sair em busca dos big five – os cinco grandes –, que são os leões, os leopardos, os búfalos, os elefantes e os rinocerontes. São chamados assim porque eram os animais mais difíceis de serem capturados pelos caçadores e os que mais ofereciam maior prestígio. Os safáris de observação acontecem bem cedo – a aventura está em sair por volta das cinco da manhã e para assistir o sol nascer da savana ou ao final da tarde, por volta das 16h, chegando de volta ao hotel já à noite. Isso porque os felinos, como leões e leopardos, não aparecem quando o sol está quente. Para poder avistá-los, o melhor é sair ao amanhecer ou ao anoitecer. E a experiência de ver esses animais ao ar livre e conhecer seus hábitos e suas especificidades é simplesmente incrível.
KRUGER PARK
Quando o assunto é natureza, entre os destinos mais procurados pelo turista na África do Sul estão o Kruger Park – Parque Nacional ao Nordeste do país, onde se encontra a maioria dos lodges de safári –, a Cidade do Cabo e suas regiões vinícolas, a Rota Jardim – estrada cênica e litorânea entre as cidades de Port Elizabeth e Cape Town –, Sun City –, complexo turístico onde se encontra o famoso hotel seis estrelas, The Palace – e a cidade de Johannesburg – portão de entrada do país e principal centro urbano da África do Sul.
Para quem gosta de aventura com esportes radicais, é só dirigir-se para estrada Rota Jardim, entre Port Elizabeth e Cape Town – um trecho de aproximadamente 800 quilômetros pelo litoral, passando pelas províncias de Eastern e Western Cape, a sudoeste do país –, onde se concentra uma série de atividades para deixar a adrenalina a mil. O Tsitsikamma Park, por exemplo, que fica no início da rota, possui o maior bungy jumping comercial do mundo, com 216 metros de altura, além de muitas outras opções.
Quer mais? Pouco mais de uma hora de carro de Port Elizabeth fica uma das melhores praias de surf do planeta, a Jefrey’s Bay. Quer escalar em rochas a beira mar? Os circuitos de tracking e mountain biking estão entre as várias opções pelo caminho. E mais: em Gansbaai, que fica próximo de Cape Town, a dica é fazer o famoso mergulho com o tubarão branco dentro de jaulas. Outra rota bacana é a Panorama route, nas proximidades do Kruger Park, com canyons e boas opções para rafting, além de um visual incrível.
Fazer a Rota Jardim de carro ou de moto – desde que tenha segurança em dirigir na mão Inglesa –, é uma excelente opção de passeio. Pelo caminho, além do lindo visual, é possível fazer safári em uma reserva privada, passear pelo parque de elefantes, comer as melhores ostras do planeta em Knysna, “cavalgar” sobre avestruz – nesta rota se encontram as principais criações de avestruzes do país –, e ainda desfrutar da beleza de pequenas cidades litorâneas. O ideal é fazer um roteiro de viagem em pelo menos quatro dias, para usufruir tudo, sem perder nada de vista. E coroando a viagem, a encantadora Cape Town é uma ótima pedida.
O cinco estrelas Santé Winelands Hotel and Spa tem em seu cardápio de serviços uma terapia bem diferente, a base de vinhos.
Aos apreciadores de bons vinhos, as dicas são muitas, pois a África já desponta entre os melhores produtores do mundo. As vinícolas do país ainda têm a vantagem de ficar exatamente na região de Cape Town – uma das mais lindas da nação africana – a apenas uma hora de carro. As principais cidades produtoras do país são Franschhoek e Stellembosch, a poucos minutos de distância entre elas. Uma excelente pedida é passar uma noite em um aconchegante bed and Breakfast em Franschhoek, como o Le Quartier Français que é um Relais & Chateaux. E se desejar experimentar algo diferente, como uma terapia de vinho, por exemplo, é só se hospedar no cinco estrelas Santé Winelands Hotel and Spa, localizado exatamente entre as duas cidades, em meio a uma vinícola.
Chegando em Cape Town, além de degustar os deliciosos vinhos típicos, outra opção é passar a noite em um charmoso bed and breakfast em Franschhoek. Outro passeio imperdível para quem vai a Cape Town é visitar a Península do Cabo, onde que fica o Cabo da Boa Esperança – antigo Cabo das Tormentas. Esse passeio, além de histórico, é lindo e totalmente cênico. E no caminho você pode parar na Boulders Beach – a praia dos pingüins.
Em Cape Town, o turista tem ótimas oportunidades para fazer compras, principalmente de artesanatos, como os cobiçados colares e pulseiras de miçangas, acessórios que foram um verdadeiro luxo, na última Fashion Week, em São Paulo. Um dos lugares para fazer boas compras e com direito a pechinchar é o Green Market, no centro da cidade. Lá também fica o bairro muçulmano Bo-Kaap, com casinhas coloridas e ruas de paralelepípedo, que também serviu de inspiração para decoração da São Paulo Fashion Week. Seja conjugada com safári ou como destino exclusivo, Cape Town é uma das cidades para se guardar na memória. Quando estiver por lá, aproveite para brindá-la com uma deliciosa taça de pinotage, bebida originária de uma uva típica, produzida em Stellenbosch a partir do cruzamento da uvas pinot noir e hermitage (ou cinsaux).
CIDADE DO CABO – COMO SE FOSSE O RIO DE JANEIRO
A cidade do Cabo é um pedaço da África do sul sinônimo de cultura e história e quem conhece, não esquece jamais. Muitas vezes comparada ao nosso Rio de Janeiro, ela oferece mil e uma coisas para se fazer. Um dos lugares mais atraentes para se passar tardes inteiras é o Victoria & Alfred Waterfront, instalado num antigo porto que foi restaurado e transformado em um dos empreendimentos mais bem sucedidos do turismo. Lá, o turista encontra tudo: bares, restaurantes, cafés, música, hotéis e shopping center. É também deste lugar que saem os barcos para a Robben Island, onde Nelson Mandela ficou preso, por quase 20 anos, durante sua luta contra o regime racista do Apartheid.
A MONTANHA DA MESA
Outro passeio muito bacana é subir a Table Montains (Montanha da Mesa) – cartão postal da cidade –, de onde se tem uma linda vista panorâmica do Cabo. Além das belezas naturais, ótimos locais para realizar aquelas comprinhas, degustar às delicias da gastronomia, além de suas praias, a cidade também oferece uma vida noturna bastante atraente, para quem desejar conhecer as baladas da África do Sul. A Long Street concentra a maioria dos night clubs e o turista pode circular por ela, entrando e saindo das várias opções até descobri em qual delas ficar, sem pagar nada para isso. Uma dica legal: ir a uma casa de jazz sul-africano, onde a música de ritmo swingado é capaz de fazer qualquer pessoal levantar da cadeira para dançar. Na sua maioria, as vocalistas negras, com vozes maravilhosas, dão o tom do grupo e tudo se transforma num show i
nesquecível
Sun City é a cidade onde está o famoso o hotel seis estrelas, The Palace – produto de maior sucesso de marketing da África do Sul. Mas Sun City tem muito mais para oferecer, além do The Palace. A cidade toda é um empreendimento turístico de grande sucesso no país, que inclui hotéis de outras categorias, cassinos, restaurantes, praia artificial, reserva de safári na região – com opção para o safári de balão –, produções artesanais de todas as nove províncias do país e muito mais. Em apenas duas horas de carro de Johannesburg – portão de entrada do país e aonde chegam todos os vôos que partem de São Paulo –, Sun City se encaixa muito bem nos roteiros de viagem, especialmente para famílias, isto porque a cidade oferece diversão para todas as idades. É uma ótima pedida para descansar na chegada e sentir, em um único lugar, as várias facetas da África do Sul. Lá, é possível fazer até safári fotográfico na reserva de Pilanesberg.
JOHANNESBURG E A MEMORIA DO APARTHEID
Johannesburg – a cidade do ouro – é a maior da África do Sul e é nesta região que fica o Soweto – o maior township do país, onde os negros foram obrigados a morar durante o regime racista e segregacionista do Apartheid. Uma visita a Soweto é importante para quem quer se aprofundar na história recente do país, já que lá estão o Museu do Apartheid; a casa onde morou Nelson Mandela – que também é visitada como se fosse um museu, com todos os objetos do dia-a-dia do maior líder sul-africano –, além de muitos grafites pelas ruas e visuais transados. Soweto foi uma das locações escolhidas para os editoriais de moda fotografados pela equipe do São Paulo Fashion Week na África do Sul, quando meninos sul-africanos foram modelos, combinando as roupas transadas de uso comum na África, com peças de estilistas brasileiros.
Quem optar por conhecer a cidade, não vai se arrepender. Johannesburg, que seria a São Paulo sul-africana, oferece várias opções de lazer e vale a pena desvendá-la um pouco. Para começar, uma boa opção é ir a um mercado de artesanato ou ao famoso mercado das pulgas, onde se encontram peças artesanais lindas e interessantes, a preços mais acessíveis. À noite, um jantar no restaurante Moyo, em Melrose Arch (foto), é uma boa pedida para se vivenciar um pouco da tradição africana, em um ambiente agradável e aconchegante. Outra dica é ir a Sandton fazer compras no seu lindo shopping, degustar as delícias das comidas típicas em um bom restaurante – lá, existe uma enorme variedade – ou ainda fazer um tour pela cidade, que também oferece muitas artes e espetáculos.
Outro excelente roteiro para enriquecer ainda mais uma viagem a África do Sul, é visitar as tribos sul-africanas. A tribo Ndebele, por exemplo, em torno de três horas de carro de Johannesburg, é um show à parte. Inclusive, também serviu de inspiração para o desfile de Alexandre Herchcovitch, no último São Paulo Fashion Week. As pinturas das paredes das casas da Ndebele Village são verdadeiras obras de arte, conhecidas no mundo inteiro. Além de hábitos étnicos dos mais interessantes, a tribo faz um trabalho artesanal maravilhoso com miçangas, As tribos zulus, perto de Durban, também valem a pena, especialmente pela grande participação que tiveram na história das lutas e conquistas na África do Sul. Todas as tribos são muito interessantes culturalmente e ricas em produção artística.
E por falar em produção artística, o artesanato sul-africano é de uma beleza sem comparação. Sem falar que, além de lindas e originais, as peças costumam ter preços super acessíveis, especialmente se comprados em feiras livres ou nas estradas. Objetos de decoração para casa, pulseiras e colares de miçanga – super na moda no Brasil –, tecidos pintados a mão, esculturas em madeira, etc. As opções de compras são tantas que é preciso muito controle nas finanças, pois do contrário, o turista vai querer encher malas e malas.
PARA APRENDER INGLÊS
A África do Sul tem despontado como uma excelente opção para se aprender inglês e ao mesmo tempo conhecer um lindo país. A cidade que concentra o maior número de escolas é Cape Town, mas Durban também começa a entrar neste mercado. O inglês da África do Sul é muito bonito, de origem britânica, e outra vantagem do país é oferecer um preço bastante competitivo em relação aos concorrentes. A África do Sul tem conquistado bastante espaço na área de intercâmbio com o Brasil e com vários países e a tendência é crescer ainda mais.
